ah gente, me deixa;

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Ponha uma guitarra aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Portas

Primeiro era medo daquele cara barbudo e cabelão, sem contar o barulho elétrico que saia do fogo.

Mas quando percebi, tudo o que eu conseguia pensar, era no vai e vem da guitarra, na delicadeza festiva do órgão, no vira-vira da bateria, e muito antes de saber qualquer significado, eu queria ouvir toda hora a voz que eu mal entendia.

Não sei bem ao certo quando, mas em dado momento aqueles quatro jovens do filme, já eram a única coisa que me fazia sentir bem. Também não sei bem quando, as minhas tristezas só eram curadas ouvindo qualquer coisa que saísse do quarteto de muito antes de 1994 nascer.

E não importava o que fosse, pelo o quê e por quem fosse o taram-taram à luz da lua conseguia curar, achar saída a qualquer princípio de fundo do poço.

E que estranheza é sentir amor que não é de família, por um bando de jovens mal-encarados, que nem sequer um dia se viu. E que estranheza só ser entendida por alguém que você nunca conheceu. Mas eles também jamais me decepcionaram, simplesmente por que eu não precisava esperar nada, era só ouvir o barulhinho da chuva e sentir que até as estranhezas tem seu lugar no mundo.


:O flw.

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