“Todas as pessoas, sem exceção tem uma espécie de desejo, terrível, selvagem e sem leis, que se manifestam livremente nos sonhos. Segundo Platão, em sonho podemos deixar escapar o controle que temos sobre essa parte da alma, a qual livre da firmeza da razão se põe a experimentar os mais diversos prazeres, o que em vigília, para grande parte das pessoas soaria como algo vergonhoso e digno de severa punição”.
Dizia ainda que: “sabes que nessas condições (do sono) ela (a parte irascível) ousa fazer tudo como se estivesse livre de toda a vergonha e reflexão. Não hesita no seu pensamento, em tentar unir-se à própria mãe, ou a qualquer homem, deus ou animal, em cometer qualquer assassínio, nem se áster de alimento de espécie alguma. Numa palavra não há insensatez, nem impudor, que ela passe adiante.” (Platão, A República, livro IX).
Mas só começa a ser um problema mesmo, quando você tem coragem de pensar tudo isso quando está em vigília. Talvez, seja por isso que nem todos lembram do que sonham. Pensando bem, algumas mentes perturbadas continuam a dizer, mesmo acordadas: "Father ?", "yes son", "I want to kill you"; "Mother...I want to...fuck you".
Bem, certamente são perturbadas, mas com certeza não são reprimidas.
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